PARAISÓPOLIS, SP... (PARAÍSO DE QUEM?)
Paraisópolis, considerada a segunda maior favela de São Paulo, foi palco de violência e selvageria, de desafio as autoridades de segurança do Estado e de grande impotência daqueles que comandam o sistema de segurança metropolitana. Paraisópolis consegue ilustrar muito bem a enorme desigualdade social existente no país: de um lado luxuosos casarões do Morumbi, de outro, barracos e casebres enfileirados e amontoados, cercados por ruas estreitas e perigosas. As cenas assistidas no último dia 2 de fevereiro do corrente ano evidenciam a urgente necessidade de rever o código penal brasileiro e, quem sabe, a própria constituição do país. Pois enquanto os policiais tinham a sua disposição armas e munições não letais (as chamadas balas de borracha e bombas de gás lacrimogênio) os bandidos a arruaceiros (sim, porque não havia ali nenhum manifestante, conforme algumas informações circuladas pela imprensa, e outra coisa, quer manifestar, participe das audiências públicas na Câmera do Estado, ao Palácio do Governo) atiravam pedras, pedaços de madeira, e disparos com armas de fogo, inclusive um dos comandantes da política militar de São Paulo foi baleado e removido para o hospital mais próximo da região. O comércio precisou ser fechado às pressas, ainda assim, muitos vândalos, bandidos e vagabundos saquearam e destruíram restaurantes, lojas, saquearam e atearam fogo em carros da vizinhança, fazendo-os de barreira contra a polícia. É mais do que necessária uma revisão no código penal brasileiro. Gente deste tipo tem de ir presa sem qualquer penitência, sem qualquer condição de liberdade á curto prazo, sem direito a visitas, sem direito a indultos (que nada mais são do que fugas programadas), sem direito a troca de colchões quando os delinqüentes fazem rebeliões, sem direito a cumprir parte da pena (independente do bom comportamento), bandido bom é bandido preso, e trabalhando para sociedade, fazendo consertos em cadeiras e carteiras destruídas [também por delinqüentes que infelizmente freqüentam as escolas públicas do Estado], costurando e fabricando roupas, enfim, fazendo algo que seja pratico e útil para a sociedade e não programando, mentalizando uma fuga e novos crimes. O saldo desta confusão é o que mais me deixa indignado. Cerca de quatro ou cinco policiais feridos e um ou dois moradores, ou manifestantes, ou bandidos feridos. Alguns presos, ouvidos e soltos em seguida, talvez para se prepararem para próxima arruaça, para o próximo enfrentamento da polícia que está impotente tendo de seguir regras obsoletas e que se funcionaram um dia, está evidente que não funcionam mais, pois o crime está cada vez mais audacioso, cada vez mais organizado e os bandidos, vagabundos estão cada vez mais conscientes de que nada irá acontecer com eles. Por outro lado, quero deixar claro que existe muitas, a maioria creio eu, de pessoas de bem, de trabalhadores honestos em Paraisópolis. Pessoas que moram neste local devido à necessidade e ao descaso do governo quanto aos planos efetivos de habitação popular. Por outro lado, infelizmente, existem bandidos, criminosos, canalhas, vagabundos que disputam o mesmo espaço, o mesmo ambiente. Prisão para esses, e o fim das mordomias, proteções de direitos humanos (se fossem humanos, mas......). Quando a tropa de choque da polícia chegou os “valentões” saíram correndo, e então pôde-se ver um bando de covardes, vagabundos e salafrários que merecem cadeia e uma punição severa.
Escrito por Cristiano Catarin às 10:14:33
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