HISTÓRIA & CIA


MST - TERRA PARA QUEM TEM FORÇA?

É embaraçoso para não dizer vergonhoso saber que o governo federal possui uma política de repasse de recursos para o chamado “Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra”, vide o exemplo ocorrido com José Rainha (um dos líderes do movimento no passado, um “magnífico defensor dos desamparados”, travestido de corrupto e aproveitador de um sistema totalmente desprovido de honestidade e moralidade, participante de uma reforma agrária que não funciona há séculos no país). No dia 21 de outubro foi aprovada no Congresso, a pedido da oposição do governo, uma CPMI (comissão parlamentar mista de investigação) para apurar os possíveis desvios de recursos oferecidos pelo governo ao MST. As imagens que foram divulgadas no “jornal nacional” da TV Globo, mostrando membros do referido movimento destruindo “pés de laranjas” (foram aproximadamente 50 mil metros quadrados de destruição)duma fazenda particular no interior de São Paulo no último dia 5 de outubro foi à chamada “gota d’água” e justificativa da oposição para votar a CPMI. O governo agora luta para que possa colocar aliados em posições importantes da CPMI, como, por exemplo, o de relator da investigação.

A senadora Kátia Abreu (DEM-TO) disse que “o MST não tem e nunca teve um propósito de conseguir um pedaço de terra. É um grupo criminoso que age à margem da lei, que produz intranqüilidade e violência no campo.” Para ela as cooperativas do MST não passam de fachadas.

As plantações destruídas por estes “delinqüentes do campo” travestidos de revolucionários, ainda que aceitem tal classificação, estão localizadas em terras particulares, independente de serem ou não produtivas, pois cada um faz o que bem entende com seus bens legalmente adquiridos. Tento e não consigo entender com que autonomia tem este bando de “gente” de invadir propriedades alheias e, ainda mais, para exercer pânico e vandalismo? Todos poderiam ser capturados pelo exército brasileiro e presos, sem direito a fiança. O vandalismo e a impunidade estão presentes no meio urbano e rural, sem dúvida alguma.

A reforma agrária, que jamais foi implantada com seriedade no Brasil, não pode ser justificativa de atos violentos como estes. Segundo a senadora Kátia, cerca de R$ 60 milhões foram destinados ao MST, destes, R$ 40 milhões vieram da União. É muito dinheiro para quem insiste em organizar invasões e promover tragédias no campo. Não se vê outras práticas neste MST que não sejam rebeliões e baderna generalizada, tudo parece acontecer com anuência do governo federal.

As políticas de distribuição de terras precisam ser revistas, como tantos outros setores públicos do país precisam. O trabalhador efetivo, aquele que ganha seu salário limitado e incompatível com o atual custo de vida existentes em diversas regiões, dificilmente consegue acesso a moradia digna e com valores justos, quando consegue, é por meio de financiamentos “recheado” de juros exorbitantes que compromete toda vida do comprador por mais de 20 anos à frente.

O Brasil precisa ser revisto, senão ...



Escrito por Cristiano Catarin às 13:38:58
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NO CAMINHO DO CORONELISMO...

Saiu na primeira quinzena de outubro do corrente ano, uma matéria produzida e divulgada pelo periódico O Estado de São Paulo, relativamente ao projeto de transposição do rio São Francisco, no nordeste brasileiro, quando na ocasião o presidente Luiz Inácio Lula da Silva – acompanhado da pré-candidata do PT à Presidência Dilma Rousseff e aliados – foram visitar o andamento das obras idealizadas e financiada pelo governo federal.

 

Durante o discurso em Buritizeiro, região interiorana de Minas Gerais que está sob o governo do PT, Lula “deixou” escapar que suas ações ali desempenhadas faziam parte de um comício, ou seja, um episódio eleitoreiro pró Dilma. Como acontece em toda aparição pública do presidente popular do Brasil, lá não foi diferente, muitos moradores acompanharam e ouviram de perto as palavras do presidente. Depois de Buritizeiro (MG), seguiram para Barra (BA), onde cerca de 1500 pessoas esperavam o pronunciamento, inclusive da atual ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Nesta região do território baiano, percebeu-se certa falta de apoio popular quanto à candidatura de Dilma, nenhuma faixa ou outro tipo de manifestação lembrava seu nome, daí, a fundamental importância da presença de Lula para modificar este cenário. Pois alguns moradores registraram seus ideais para as próximas eleições, dizendo, de diferentes maneiras, que votarão em quem for indicado pelo presidente Lula. A moradora Antonia Rocha da Silva, de 60 anos, por exemplo, dizia que só faz o que o Lula mandar. Muitos dos entrevistados dependem dos R$ 80 oferecidos pelo programa social, atualmente denominado “Bolsa-Família”.  Estes depoimentos deixam clara a eficácia dos programas sociais amplamente divulgados no nordeste do país. Não é sem propósito que o governo federal promoveu, recentemente, reajustes quanto ao valor da “Bolsa-Família”. Não sou contra programas sociais, e sim contra sua finalidade atual, a “comprar votos”. Ajudar as populações mais humildes, carentes de quase tudo é obrigação do governo, quanto mais se voltarmos às promessas proferidas por Lula quando da sua candidatura, ainda no primeiro mandato.

O que se vê são manobras sutis do governo atingindo grandes resultados políticos. São paliativos que melhoram provisoriamente a pobreza que assola diversas regiões do Brasil, quando na verdade, teriam de ser feitos trabalhos para solucionar os problemas.

As promessas continuam e o povo continua sofrendo os efetivos efeitos da manipulação política, os escândalos governamentais nunca estiveram tão explícitos quanto na “era Lula”, ainda assim, a impunidade e a morosidade permanecem. Muita coisa precisa ser reformulada no país: o sistema educacional, o sistema de saúde, o sistema de segurança (aí compreendemos desde o código penal brasileiro, constantemente atacado pelas jurisprudências e incansáveis recursos que beneficiam infratores de toda sorte, até o sistema carcerário), o sistema previdenciário, dentre tantos outros.

Há um grande temor quanto aos grandiosos eventos que provavelmente ocorrerão no país até 2016. Primeiro a copa do mundo de futebol, em 2014, e, dois anos seguintes, os jogos olímpicos na cidade do Rio de Janeiro (completamente entregue aos traficantes e ao poder paralelo). Qual será a origem de tantos recursos que serão disponibilizados para tais eventos? Qual será o preço pago pelos contribuintes que são “esmagados” por terríveis impostos no país? Para alguns, o Pré-sal será a salvação, a Petrobrás, que está bem perto da auto-suficiência sequer “protege” os consumidores de freqüentes aumentos no custo dos combustíveis. Grandes emoções estão previstas para os próximos anos aqui, no Novo Mundo.

Vez por outra presenciamos disputas entre bandeiras políticas, seja para combater os criminosos no Rio de Janeiro, seja para instaurar uma comissão parlamentar de investigação, seja para seqüenciar importantes obras que beneficiem a população, etc., a união de forças para solucionar problemas não faz parte do sistema de governo brasileiro. Os interesses presentes nas diversas partes envolvidas sobrepõem qualquer boa intenção que traga alívio e conforto para os cidadãos que pagam uma absurda carga de impostos.

O Brasil precisa ser revisto, senão...



Escrito por Cristiano Catarin às 13:37:53
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