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MST - TERRA PARA QUEM TEM FORÇA?
É embaraçoso para não dizer vergonhoso saber que o governo federal possui uma política de repasse de recursos para o chamado “Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra”, vide o exemplo ocorrido com José Rainha (um dos líderes do movimento no passado, um “magnífico defensor dos desamparados”, travestido de corrupto e aproveitador de um sistema totalmente desprovido de honestidade e moralidade, participante de uma reforma agrária que não funciona há séculos no país). No dia 21 de outubro foi aprovada no Congresso, a pedido da oposição do governo, uma CPMI (comissão parlamentar mista de investigação) para apurar os possíveis desvios de recursos oferecidos pelo governo ao MST. As imagens que foram divulgadas no “jornal nacional” da TV Globo, mostrando membros do referido movimento destruindo “pés de laranjas” (foram aproximadamente 50 mil metros quadrados de destruição)duma fazenda particular no interior de São Paulo no último dia 5 de outubro foi à chamada “gota d’água” e justificativa da oposição para votar a CPMI. O governo agora luta para que possa colocar aliados em posições importantes da CPMI, como, por exemplo, o de relator da investigação. A senadora Kátia Abreu (DEM-TO) disse que “o MST não tem e nunca teve um propósito de conseguir um pedaço de terra. É um grupo criminoso que age à margem da lei, que produz intranqüilidade e violência no campo.” Para ela as cooperativas do MST não passam de fachadas. As plantações destruídas por estes “delinqüentes do campo” travestidos de revolucionários, ainda que aceitem tal classificação, estão localizadas em terras particulares, independente de serem ou não produtivas, pois cada um faz o que bem entende com seus bens legalmente adquiridos. Tento e não consigo entender com que autonomia tem este bando de “gente” de invadir propriedades alheias e, ainda mais, para exercer pânico e vandalismo? Todos poderiam ser capturados pelo exército brasileiro e presos, sem direito a fiança. O vandalismo e a impunidade estão presentes no meio urbano e rural, sem dúvida alguma. A reforma agrária, que jamais foi implantada com seriedade no Brasil, não pode ser justificativa de atos violentos como estes. Segundo a senadora Kátia, cerca de R$ 60 milhões foram destinados ao MST, destes, R$ 40 milhões vieram da União. É muito dinheiro para quem insiste em organizar invasões e promover tragédias no campo. Não se vê outras práticas neste MST que não sejam rebeliões e baderna generalizada, tudo parece acontecer com anuência do governo federal. As políticas de distribuição de terras precisam ser revistas, como tantos outros setores públicos do país precisam. O trabalhador efetivo, aquele que ganha seu salário limitado e incompatível com o atual custo de vida existentes em diversas regiões, dificilmente consegue acesso a moradia digna e com valores justos, quando consegue, é por meio de financiamentos “recheado” de juros exorbitantes que compromete toda vida do comprador por mais de 20 anos à frente. O Brasil precisa ser revisto, senão ...
Escrito por Cristiano Catarin às 13:38:58
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NO CAMINHO DO CORONELISMO...
Saiu na primeira quinzena de outubro do corrente ano, uma matéria produzida e divulgada pelo periódico O Estado de São Paulo, relativamente ao projeto de transposição do rio São Francisco, no nordeste brasileiro, quando na ocasião o presidente Luiz Inácio Lula da Silva – acompanhado da pré-candidata do PT à Presidência Dilma Rousseff e aliados – foram visitar o andamento das obras idealizadas e financiada pelo governo federal. Durante o discurso em Buritizeiro, região interiorana de Minas Gerais que está sob o governo do PT, Lula “deixou” escapar que suas ações ali desempenhadas faziam parte de um comício, ou seja, um episódio eleitoreiro pró Dilma. Como acontece em toda aparição pública do presidente popular do Brasil, lá não foi diferente, muitos moradores acompanharam e ouviram de perto as palavras do presidente. Depois de Buritizeiro (MG), seguiram para Barra (BA), onde cerca de 1500 pessoas esperavam o pronunciamento, inclusive da atual ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Nesta região do território baiano, percebeu-se certa falta de apoio popular quanto à candidatura de Dilma, nenhuma faixa ou outro tipo de manifestação lembrava seu nome, daí, a fundamental importância da presença de Lula para modificar este cenário. Pois alguns moradores registraram seus ideais para as próximas eleições, dizendo, de diferentes maneiras, que votarão em quem for indicado pelo presidente Lula. A moradora Antonia Rocha da Silva, de 60 anos, por exemplo, dizia que só faz o que o Lula mandar. Muitos dos entrevistados dependem dos R$ 80 oferecidos pelo programa social, atualmente denominado “Bolsa-Família”. Estes depoimentos deixam clara a eficácia dos programas sociais amplamente divulgados no nordeste do país. Não é sem propósito que o governo federal promoveu, recentemente, reajustes quanto ao valor da “Bolsa-Família”. Não sou contra programas sociais, e sim contra sua finalidade atual, a “comprar votos”. Ajudar as populações mais humildes, carentes de quase tudo é obrigação do governo, quanto mais se voltarmos às promessas proferidas por Lula quando da sua candidatura, ainda no primeiro mandato. O que se vê são manobras sutis do governo atingindo grandes resultados políticos. São paliativos que melhoram provisoriamente a pobreza que assola diversas regiões do Brasil, quando na verdade, teriam de ser feitos trabalhos para solucionar os problemas. As promessas continuam e o povo continua sofrendo os efetivos efeitos da manipulação política, os escândalos governamentais nunca estiveram tão explícitos quanto na “era Lula”, ainda assim, a impunidade e a morosidade permanecem. Muita coisa precisa ser reformulada no país: o sistema educacional, o sistema de saúde, o sistema de segurança (aí compreendemos desde o código penal brasileiro, constantemente atacado pelas jurisprudências e incansáveis recursos que beneficiam infratores de toda sorte, até o sistema carcerário), o sistema previdenciário, dentre tantos outros. Há um grande temor quanto aos grandiosos eventos que provavelmente ocorrerão no país até 2016. Primeiro a copa do mundo de futebol, em 2014, e, dois anos seguintes, os jogos olímpicos na cidade do Rio de Janeiro (completamente entregue aos traficantes e ao poder paralelo). Qual será a origem de tantos recursos que serão disponibilizados para tais eventos? Qual será o preço pago pelos contribuintes que são “esmagados” por terríveis impostos no país? Para alguns, o Pré-sal será a salvação, a Petrobrás, que está bem perto da auto-suficiência sequer “protege” os consumidores de freqüentes aumentos no custo dos combustíveis. Grandes emoções estão previstas para os próximos anos aqui, no Novo Mundo. Vez por outra presenciamos disputas entre bandeiras políticas, seja para combater os criminosos no Rio de Janeiro, seja para instaurar uma comissão parlamentar de investigação, seja para seqüenciar importantes obras que beneficiem a população, etc., a união de forças para solucionar problemas não faz parte do sistema de governo brasileiro. Os interesses presentes nas diversas partes envolvidas sobrepõem qualquer boa intenção que traga alívio e conforto para os cidadãos que pagam uma absurda carga de impostos. O Brasil precisa ser revisto, senão...
Escrito por Cristiano Catarin às 13:37:53
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100 Anos da Letra do Hino Nacional Brasileiro
"Ouviram do Ipiranga às margens plácidas....", esta memorável letra que compõe o hino nacional do Brasil está completando, neste ano de 2009, cem anos. Joaquim Osório Duque Estrada foi o responsável por sua existência. A letra do hino confunde-se em diversas representações, muitas delas entrelaçadas com a formação cultural do país. Acredito que o hino nacional brasileiro deveria ser mais respeitado e não ser exibido em caráter obrigatório, por exemplo, em grandes eventos esportivos como olimpíadas, copa do mundo, dentre outros. De qualquer maneira, os aspectos que envolvem sua criação merecem estudos mais elaborados e pontuais. Acho que a letra junto de sua belíssima melodia conseguem contemplar a diversidade e a profundidade da mistura cultural brasileira. O Brasil conquistado ou retomado ao longo de sua história de lutas e desesperos. Cristiano Catarin
Escrito por Cristiano Catarin às 11:47:15
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1º DE MAIO NO BRASIL...
R$ 465,00 (quatrocentos e sessenta e cinco reais). Esta é a "fortuna" que o governo brasileiro aprovou como salário mínimo para o trabalhador brasileiro no ano de 2009. Esse mesmo trabalhador tem de conviver com os serviços públicos precários - para não dizer falidos - como educação, saúde, habitação, etc. Qual o motivo para comemorarmos o 1º de Maio no Brasil? Talvez na França, quando fora instituído em 23 de abril de 1919, ou em 1920 na Rússia, pois os aspectos e as características que envolviam tal data eram distintos de festejos baratos e completamente tendenciosos. O fato é que o governo federal brasileiro gaba-se, regozija-se expondo uma falsa expectativa em dizer que o país está "blindado" da atual crise econômica mundial. Ainda neste aspecto, é verdade que devemos reconhecer o positivo desempenho da equipe econômica do país: Henrique Meireles e Guido Mantega, que no fundo não estão fazendo nenhum tipo de favor ao Brasil, pois são remunerados para desempenhar sua profissão, como qualquer outro funcionário, seja ele público ou privado. Voltando ao 1º de Maio, que no Brasil anterior a "Era Vargas" tinha uma conotação completamente diferente dos shows pirotécnicos de hoje, que conta com sorteios de automóveis, apartamentos, tudo regado a diversas apresentações musicais tendo até a presença de um padre (tido como representante da Igreja Católica), padre que, aliás, concedeu entrevista a um programa destinado a entrevistas de grandes empreendedores de grandes empresas multinacionais, etc, mas isto é outra história. O 1º de Maio brasileiro tornou-se um "segundo" carnaval, onde desfilam discursos baratos, "agradando" a multidão com prêmios e promessas utópicas, tudo em nome da esperança. É triste ver verdadeiras ovelhas negras infiltradas na organização e realização deste evento, gente que desviou dinheiro público e que lidera movimentos sem qualquer objetivo real que não seja enganar o povo, distribuindo mensagens de "conforto" e prometendo fiscalização às pessoas responsáveis pelo crescimento do Brasil. Toda esta mega festa brasileira (o país do carnaval, do futebol e do 1º de Maio) é patrocinada também pelos diretores sindicalistas que um dia lutaram efetivamente por melhores condições dos trabalhadores brasileiros. Na França sim, o objetivo estava explícito, querendo, principalmente, a redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias..., o mesmo espírito de luta ocorreu nos Estados Unidos da América desde 1886. As reivindicações dos trabalhadores brasileiros estão entregues a um sindicato que não funciona mais, que quando muito, monta um circo "exigindo" a não demissão em massa de trabalhadores em grandes empresas, quando a situação já está, há muito tempo, determinada pelo sistema capitalista. Não há o que comemorar. Grande parte do trabalhador brasileiro convive com instabilidade de emprego, articulando sacrifícios para sobreviver e pagar suas contas, seu aluguel, seus medicamentos, etc. O Trabalhador brasileiro é vítima de um sistema de transporte público completamente precário, onde as pessoas são carregadas como animais, frutas ou legumes, etc. O trabalhador brasileiro sai de suas casas para trabalhar carregando consigo um enorme e sincero medo da violência que não para de crescer. É verdade que muitas vagas de trabalho estão aí, disponíveis e, muitas dessas, não são preenchidas pela extrema falta de qualificação da mão-de-obra e o que mais preocupa é saber que este quadro só tende a aumentar. Isto é culpa, especialmente, do péssimo programa educacional que atinge grande parte dos Estados nacionais, especialmente de São Paulo, que deveria dar o exemplo no ensino público ao "resto" do Brasil, visto ser a mais rica metrópole do país. Não há o que comemorar! "Viva o Brasil."
Escrito por Cristiano Catarin às 20:08:04
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PARAISÓPOLIS, SP... (PARAÍSO DE QUEM?)
Paraisópolis, considerada a segunda maior favela de São Paulo, foi palco de violência e selvageria, de desafio as autoridades de segurança do Estado e de grande impotência daqueles que comandam o sistema de segurança metropolitana. Paraisópolis consegue ilustrar muito bem a enorme desigualdade social existente no país: de um lado luxuosos casarões do Morumbi, de outro, barracos e casebres enfileirados e amontoados, cercados por ruas estreitas e perigosas. As cenas assistidas no último dia 2 de fevereiro do corrente ano evidenciam a urgente necessidade de rever o código penal brasileiro e, quem sabe, a própria constituição do país. Pois enquanto os policiais tinham a sua disposição armas e munições não letais (as chamadas balas de borracha e bombas de gás lacrimogênio) os bandidos a arruaceiros (sim, porque não havia ali nenhum manifestante, conforme algumas informações circuladas pela imprensa, e outra coisa, quer manifestar, participe das audiências públicas na Câmera do Estado, ao Palácio do Governo) atiravam pedras, pedaços de madeira, e disparos com armas de fogo, inclusive um dos comandantes da política militar de São Paulo foi baleado e removido para o hospital mais próximo da região. O comércio precisou ser fechado às pressas, ainda assim, muitos vândalos, bandidos e vagabundos saquearam e destruíram restaurantes, lojas, saquearam e atearam fogo em carros da vizinhança, fazendo-os de barreira contra a polícia. É mais do que necessária uma revisão no código penal brasileiro. Gente deste tipo tem de ir presa sem qualquer penitência, sem qualquer condição de liberdade á curto prazo, sem direito a visitas, sem direito a indultos (que nada mais são do que fugas programadas), sem direito a troca de colchões quando os delinqüentes fazem rebeliões, sem direito a cumprir parte da pena (independente do bom comportamento), bandido bom é bandido preso, e trabalhando para sociedade, fazendo consertos em cadeiras e carteiras destruídas [também por delinqüentes que infelizmente freqüentam as escolas públicas do Estado], costurando e fabricando roupas, enfim, fazendo algo que seja pratico e útil para a sociedade e não programando, mentalizando uma fuga e novos crimes. O saldo desta confusão é o que mais me deixa indignado. Cerca de quatro ou cinco policiais feridos e um ou dois moradores, ou manifestantes, ou bandidos feridos. Alguns presos, ouvidos e soltos em seguida, talvez para se prepararem para próxima arruaça, para o próximo enfrentamento da polícia que está impotente tendo de seguir regras obsoletas e que se funcionaram um dia, está evidente que não funcionam mais, pois o crime está cada vez mais audacioso, cada vez mais organizado e os bandidos, vagabundos estão cada vez mais conscientes de que nada irá acontecer com eles. Por outro lado, quero deixar claro que existe muitas, a maioria creio eu, de pessoas de bem, de trabalhadores honestos em Paraisópolis. Pessoas que moram neste local devido à necessidade e ao descaso do governo quanto aos planos efetivos de habitação popular. Por outro lado, infelizmente, existem bandidos, criminosos, canalhas, vagabundos que disputam o mesmo espaço, o mesmo ambiente. Prisão para esses, e o fim das mordomias, proteções de direitos humanos (se fossem humanos, mas......). Quando a tropa de choque da polícia chegou os “valentões” saíram correndo, e então pôde-se ver um bando de covardes, vagabundos e salafrários que merecem cadeia e uma punição severa.
Escrito por Cristiano Catarin às 10:14:33
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SÃO PAULO: 455 ANOS
Aos 25 dias de janeiro de 1554 era celebrada a missa campal por Manoel de Paiva, assistida pelo religioso Manoel da Nóbrega, marcando o início do funcionamento do Real Colégio de Piratininga, data que seria considerada e “aproveitada” para as comemorações da fundação de São Paulo. O nome São Paulo foi escolhido para cidade em homenagem a conversão do apóstolo Paulo, personagem dos registros bíblicos. De província a metrópole, São Paulo é considera uma das maiores cidades do mundo. Principal centro financeiro, gastronômico, dentre outras denominações, a cidade é sinônimo de grandeza e de beleza. Compartilha grande diversidade nas mais variadas dimensões. São Paulo partilha a arquitetura entre os séculos XVI e XXI. “São Paulo da garoa, São Paulo terra boa”. Cidade palco da semana de arte moderna em 1922, romântica, charmosa, grandiosa; cidade que abrigou muitas famílias migradas de outras partes do país e emigradas de muitas partes do mundo. O crescimento de São Paulo infelizmente não é só acompanhado de bons resultados. Muitos políticos insistem em tirar proveito de sua riqueza, de sua grandeza (também em arrecadação de impostos, recursos industriais e serviços, etc.). Muitos políticos prometem, prometem e não cumprem, deixando a cidade “sangrando” ao descaso. A cidade de São Paulo é única e também de todos; São Paulo merece melhores intenções e melhores condições. Falar que tenho orgulho de São Paulo seria patriotismo precário. Tenho prazer em caminhar pelo centro velho da cidade, mesmo deparando-me com a pobreza e com o descaso das autoridades locais. São Paulo tem cultura, tem postura, tem história, tem natureza e tem memória. Chega de migrantes?
Escrito por Cristiano Catarin às 15:29:32
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INDULTOS......
O benefício do indulto oferecido pela secretaria de segurança publica aos presidiários do Brasil é um tema que fica cada vez mais polemico: precisa ser revisto e reconsiderado pelas autoridades publicas responsáveis o mais breve possível. Há algum tempo este mecanismo, amparado pelo atrasadíssimo código penal brasileiro, está servindo de estimulo ao aumento da criminalidade. Segundo informações da secretaria de segurança pública de São Paulo, mais de 1000 (MIL) presos que beneficiaram-se do indulto referente a passagem de ano (2008/2009) não retornaram para os presídios e tornaram-se foragidos da justiça. O fato é que numa cidade já infectada de violência existe a terrível oportunidade do recebimento de "novos criminosos em potencial" - não é coincidência que nas primeiras semanas de janeiro do corrente ano, condomínios de luxo foram palco de "arrastões", muitos apartamentos e casas foram organizadamente invadidas por quadrilhas de marginais. A polícia paulista defende forte suspeita de que tais ações tenham ligação direta com presos que se beneficiaram do indulto de ano novo.
Acredito que o Código Penal Brasileiro precisa de uma profunda reforma, até que atinja a capacidade de punir de maneira exemplar e efetiva os delitos cometidos pelos detentos. Pois o que temos atualmente parece preocupar-se mais com a proteção dos criminosos há das vítimas. Os presos precisam participar de um sistema prisional que os falam trabalhar e não ficar "matutando" o próximo crime, a próxima barbaridade que ira cometer quando sair, cumprindo sua pena ou então como fugitivo. O detento brasileiro tem direito a no mínimo 3 refeições diárias, banho de sol, colchão novo, mesmo quando esses são destruídos em incêndios em detrimento de rebeliões, tem direto a visitas intimas (sim, este absurdo também é permitido a presos.....), enfim, tudo muito bem pago pelo Estado. Qual a capacidade atual do sistema penitenciário brasileiro quanto à recolocação de cada detento na sociedade? A questão do indulto como muitas outras, precisam ser revistas, não há espaço, condição para permissão de tais privilégios, quanto mais quando vemos aumentar, de forma assustadora, o numero de bandidos que são soltos em oportunidades como essas e não retornam. Muitos ficam na expectativa do próximo indulto só para não ter de retornar a prisão, muitos ficam a espera do próximo indulto só para cometer um novo crime, uma nova tragédia na sociedade que é flagelada por impostos cada vez mais altos e desonestos, uma sociedade que é governada por um governo ausente que finge preocupar-se de fato com as questões mais urgentes e, quando fazem, é de maneira superficial, seja na educação, na saúde, na moradia, etc.
A questão da FUNDAÇAO CASA (antiga FEBEM) também segue no mesmo caminho. O sistema está falido, só mudou de nome. Vez por outra temos rebeliões e fugas dos "adolescentes" delinqüentes. Qual o percentual de jovens que atingem a recuperação e reintegração na sociedade? Um exemplo foi noticiado nos principais telejornais do Brasil, revelando uma "criança" de 12 (doze) anos (sim, 12 anos) havia sido detido pelas autoridades por 10 vezes, todas por furto de carros. Nestas dez vezes ele apenas prestou depoimento na delegacia e, quando seu pai ou responsável apareceu, foi liberado. Esta liberação serve para que ele cometa novamente o mesmo ou quem sabe outro pior delito. A lei é muito, mais muito branda, muito favorável ao contraventor, ao bandido, ao marginal ao meliante, ao mentor, etc. esse garoto de doze anos deveria ser preso, pagar com anos na cadeia, anos sem qualquer regalia. Quando um repórter tentou aproximar-se no momento em que havia sido liberado pela policia, ele atirou pedras e tudo que tinha ao seu alcance na imprensa. Isso é gente? Isto merece um psicólogo a sua disposição, ás custas dos impostos que pagamos diligentemente ao Estado? Isto merece mais de 10 (DEZ) chances???? Merece ir e ficar preso por muitos anos, mas não preso no jeito "relax" que existe na Fundação Casa, etc., e sim trabalhando, fazendo tijolo, plantando e colhendo cana-de-açúcar, feijão, ou algo parecido.
Escrito por Cristiano Catarin às 21:33:58
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EQUIPE ECONÔMICA "SEGURA" CRISE NO BRASIL
O mundo está passando por uma grave crise impulsionada, primariamente, pelo enorme desequilíbrio contido nas relações e negociações imobiliárias dos Estados Unidos da América. Muitos proprietários (hipotecários) estão perdendo suas casas devido à falta de condição em honrar com os financiamentos assumidos no momento da compra dos imóveis. Como uma das conseqüências, muitos bancos fornecedores de créditos estão sofrendo com a inadimplência, comprometendo a continuidade de participação efetiva no mercado monetário. Grandes instituições financeiras estão entrando em processo de falência. O governo americano providenciou "pacotes financeiros" de ajuda a essas instituições, a ajuda já ultrapassou $ 800 bilhões. O fato é que essa crise ganhou proporções mundiais, provocando oscilações nas bolsas de valores da Alemanha, Bélgica, EUA, Inglaterra, Itália, Brasil, Japão, China, etc.
A mobilização também se fez necessária no Brasil, embora a equipe econômica brasileira tenha dito (logo no início da crise) que o país tem fôlego para suportar as pressões externas, devido principalmente a boa saúde financeira acumulada nos últimos anos. Esse discurso começou a mudar a partir da segunda metade de novembro passado, visto que vários setores produtivos já apresentam excesso nos estoques. A realidade é que uma consistente desaceleração instalou-se também na economia brasileira. Os consumidores estão cautelosos quanto ao que comprar e com pagar. Mesmo com discursos de estímulo ao consumo proferido por Lula nas últimas semanas, os consumidores estão, com razão, receosos com o consumo. Guido Mantega, ministro da fazenda e Henrique Meirelles, presidente do Banco Central estão trabalhando para estabelecer ajustes e medidas para conter a desaceleração da economia do Brasil. Na primeira quinzena de dezembro foram divulgadas algumas boas notícias neste sentido: a redução da alíquota do IOF (imposto sobre operações financeiras) a isenção do IPI (imposto sobre produtos industrializados) para veículos chamados populares e a tão esperada redução na alíquota do IRPF. A alteração na tributação do IPI já está em vigor com validade até março de 2009, quanto ao IR passará a valer a partir de 1º de janeiro de 2009. A equipe econômica do governo federal garante que outras medidas que contribuirão para aquecer a economia brasileira serão divulgadas oportunamente.
Concordo plenamente em todo e qualquer projeto que vise melhorar o potencial de vida e de compra dos trabalhadores. Mas aprovo, sobretudo, a redução das centenas de impostos e taxas das quais estamos submetidos. O governo do Estado de São Paulo em parceria com o governo Federal enviou bilhões de reais para "socorrer" as montadoras de veículos (multinacionais) instaladas no Brasil. Acho que esta ajuda poderia ser feita de outra maneira, talvez na isenção de impostos diretos das montadoras, pois o povo precisa muito mais desses bilhões. Saúde, educação, habitação são algumas das prioridades para população brasileira.
Percebo que o presidente Lula está muito bem assessorado, especialmente quanto à sua equipe econômica. Por esta razão, o Brasil ainda não entrou em completo colapso. Parabéns para Guido Mantega e Henrique Meirelles, merecem elogios de minha parte, mesmo que o Brasil sinta cada vez mais de perto as influências da crise que afeta todo o mundo.
Escrito por Cristiano Catarin às 17:03:44
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QUEM NÃO TEM GOVERNO, CONTA COM O MUTIRÃO DA BOA VONTADE
De fato é muito séria a tragédia que aflige o Estado de Santa Catarina desde o último novembro do corrente ano. Mais de uma centena de mortos foram oficialmente divulgadas. As chuvas que atingiram o Estado estão, segundo os meteorologistas, com volume três vezes maior do que o esperado para o período. Há um visível descontrole quanto ao comportamento dos denominados ciclos naturais. Não há duvidas de que existe uma negativa e grande participação da ganância do homem presente neste desequilíbrio global.
O povo brasileiro, frente à tragédia ocorrida na região Sul do país, está demonstrando um consistente espírito de solidariedade, colaborando com doações de alimentos, produtos de higiene e limpeza, dinheiro, etc. A ajuda de empresários também faz parte deste grande ato de humanitarismo com o objetivo de ajudar milhares de desabrigados e também na reconstrução das cidades atingidas.
Por outro lado, o governo brasileiro a meu ver, tinha a obrigação de promover a existência de uma espécie de fundo de reserva (em dinheiro) para catástrofes naturais como esta. É fundamental o pronto atendimento das autoridades públicas quando problemas como esses ocorrem, pois não há tempo nem espaço para negociar decisões. O presidente Lula "estuda", junto de outros membros políticos, a liberação, para as vítimas afetadas pelas chuvas, do FGTS (fundo de garantia por tempo de serviço). O FGTS é um direito adquirido do trabalhador, não tem qualquer relação com este tipo de emergência.
O massacre tributário que toda população brasileira sofre (contribuindo com bilhões de reais em taxas e impostos) é o que deve ser repassado, em parte, para socorrer as pessoas necessitadas desta tragédia.
Infelizmente, todos os Estados do país estão sujeitos ao mesmo problema. Será que a população sempre terá de ter esperança em mutirões de boa vontade do próprio povo? E a seca no nordeste do Brasil? Quais os reais investimentos do governo federal para infra-estrutura, saneamento e imprevistos como o de Santa Catarina? E as verbas do PAC (plano de aceleração do crescimento)? É uma vergonha presenciar a falta de condições e disposições das autoridades públicas deste país. Pena que grande parte do povo só conta com a fé e a esperança de políticos safados, corruptos, sem honra, dignidade e compromisso com o bem estar dos brasileiros.
Escrito por Cristiano Catarin às 21:19:57
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1888-2008: 120 ANOS DA ABOLIÇÃO DOS ESCRAVOS NO BRASIL
O ano de 2008 está sendo especial no sentido de rememorar algumas datas que marcaram episódios importantes da História do Brasil: na primeira metade deste ano tivemos ao menos duas comemorações que merecem destaque. Primeiro, o bicentenário da vinda da Corte portuguesa para o Brasil ocorrido aos oito dias de maio de 1808; já no dia 13 de maio completou-se 120 anos da abolição dos escravos estabelecida pela lei Áurea em 1888; já em relação à segunda metade de 2008 teremos o marco dos 40 anos referentes ao Ato Institucional nº 5, (AI5), o qual entrou em vigor no dia 13 de dezembro de 1968, durante o regime militar brasileiro.
Como vimos, existe um rico repertório de acontecimentos históricos a serem abordados e revisitados pela historiografia. No entanto, neste artigo, que não é exaustivo, falaremos um pouco a respeito dos cento e vinte anos da abolição dos escravos no Brasil. Consideraremos algumas das razões existentes e defendidas para o Brasil ter sido um dos últimos países a abolir a escravidão, também as influências externas contribuintes para o abolicionismo e a participação da princesa Isabel neste importante processo.
O desenvolvimento e a formação do Brasil enquanto nação/país deu-se ás custas do sacrifício, da injustiça e da terrível exploração de índios brancos e escravos negros africanos ao longo dos séculos. Havia escravos domésticos [que trabalhavam nas residências] (casarões) de seus senhores e senhoras; escravos da lavoura que conduziram a produção açucareira entre os séculos XVI e XVII; escravos que enriqueciam os traficantes de “peças” transportadas – sem qualquer preocupação pelos negociantes – do continente africano nos chamados navios negreiros do “tráfico-negreiro”. Expostos a toda sorte de precariedade, falta de higiene, em meio a excrementos humanos, doenças, ratos, surto de piolhos, amontoados uns aos outros. Escravos que, em sua maioria, foram tratados de toda e qualquer maneira, exceto como gente, seres humanos como eram de fato. Havia escravos que ao mando de seus “gentis” senhores, esgotavam todo seu fôlego de vida, todas as suas forças motoras e físicas em busca de pedras preciosas, em busca do tão cobiçado ouro nas minas gerais dos séculos XVII e XVIII. E dependendo do desempenho, esses corajosos homens receberiam ao final de sua desleal jornada, uma fruta (uma banana), que era classificada como “banana-prata” ou “banana-ouro”. Tudo dependeria do desempenho, da quantidade e da qualidade dos minérios encontrados ou não. Havia escravos que ficavam postos à venda na cidade do Rio de Janeiro do século XIX, como mero objeto; havia escravos que possuíam seus próprios escravos; escravos que trabalhavam na cultura do café, em grandes terras e diferentes localidades como São Paulo, Minas Gerais, etc.
O Brasil foi palco duma escravidão que mobilizou gente que defendia o fim da exploração, da humilhação, do racismo (os denominados abolicionistas como Joaquim Nabuco), o Brasil foi palco duma escravidão que mobilizou gente que apoiava a continuidade como necessidade da mão-de-obra escrava, especialmente os ditos senhores de terra ou grandes proprietários de terras. A escravidão brasileira inspirou livros, peças de teatro, telenovelas, filmes, documentários, dentre outras modalidades. Interessante que a historiografia vez por outra encontra espaço para revisitar esta temática que a meu ver é fonte inesgotável de pesquisa e novos desdobramentos.
Por outro lado, o panorama da escravidão no Brasil, já há algum tempo não é considerado pela historiografia como uma relação exclusiva entre explorador e explorados. Apesar da angústia e do sofrimento presentes nesta relação, existem relatos e pesquisas que demonstram uma “versão histórica” que está além da submissão e da servidão.
Não há como negar a natureza violenta existente no trabalho ou sistema escravista brasileiro. Tortura, humilhação e toda sorte de castigos eram características comuns no contexto da escravidão no Brasil. Por outro lado, tais tratamentos envolvendo castigos não eram empregados exclusivamente aos escravos. As relações entre familiares, mestres e alunos também expressavam a presença desta prática. O próprio Estado monárquico brasileiro legitimava seu direito ao castigo aplicando a pena de morte para àqueles que ameaçassem a ordem social.
Diante deste cenário histórico, podemos considerar que, apesar das inúmeras e terríveis injustiças, os escravos também compartilhavam da noção de legitimidade do castigo, embora, certamente, não aprovassem.
Muitos acreditavam e ainda acreditam que os escravos tinham uma vida exclusivamente voltada e limitada ao trabalho. O escravo movimentava as relações econômicas e sociais da colônia, mas havia outras necessidades e atividades desempenhadas como: vestir-se, alimentar-se, relacionar-se com outros escravos – com libertos e livres e também divertir-se. Parecia haver uma troca entre Senhores e escravos neste sentido, quando na verdade, era uma relação mútua de dependência.
Voltando ao aspecto da legitimidade dos castigos, o escravo que, com o tempo, passasse a possuir seu próprio escravo (sim, isto aconteceu durante o período escravista no Brasil) considerava justa a punição destes com a aplicação de castigos.
O Brasil escravista era sinônimo de atraso e falta de civilização aos olhos de alguns políticos e parte da elite social. Os homens brancos livres da época entendiam que todo e qualquer trabalho manual era tarefa exclusiva dos escravos negros. Esse sentimento colaborou para o péssimo desenvolvimento dos próprios empreendimentos escravistas e colocou esses homens livres à margem do mercado e do desenvolvimento econômico brasileiro.
A nação brasileira, aos olhos da política progressista, precisava trilhar o caminho do progresso e da civilização. Trajeto que para estes só seria possível com o fim da escravidão. Muitas dessas idéias estavam apoiadas nas teorias evolucionistas e etnocentristras, típicas daquela época. Isto reforça a idéia de que os próprios escravos tinham consciência desta legitimidade.
A partir de 1854 o Brasil tornou-se a única nação escravista do continente sul-americano. Em 1865 foi a vez dos Estados Unidos extinguirem um dos principais sistemas escravistas das Américas. No Brasil, apesar das pressões internacionais para extinção do trabalho escravo, os fatores internos foram os principais responsáveis para a formalização do documento assinado em 13 de maio de 1888.
Entre os episódios determinantes para o processo abolicionista estão os crescentes mecanismos de resistência à escravidão somada ao posicionamento favorável dos clubes militares brasileiros em defesa do fim do sistema escravista. A recusa dos militares em participarem da caça aos escravos em 1880 fortaleceu o sentimento abolicionista. Com o passar do tempo, esse sentimento foi crescendo e ganhando maior apoio da população. O Estado interveio timidamente em “favor” do processo de abolição dos escravos editando leis que estavam longe de estabelecerem reais benefícios, proteção e, sobretudo, liberdade aos cativos, como: Lei do “Ventre-Livre”, Lei “Saraiva-Cotegipe” de 1885, mais conhecida como “Lei dos Sexagenários”.
A lei Áurea, assinada pela então princesa Isabel há mais de cento e vinte anos atrás, representou a última intervenção do Estado monárquico brasileiro no período escravista que perdurou por mais de trezentos e cinqüenta anos.
E-mail. cristiano@historianet.com.br
Escrito por Cristiano Catarin às 13:47:27
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LIBERDADE DE IMPRENSA OU LIBERTINAGEM?
Neste mês de outubro do corrente ano presenciamos mais um episódio triste que acaba reforçando o colapso no qual a sociedade brasileira encontra-se mergulhada. O sequestro e conseqüênte assassinato praticados por Lindemberg contra a vítima Eloá, em Santo André, região da grande São Paulo, está sendo covardemente explorado pela imprensa paulista. Inflizmente trata-se duma postura já praticada pelos programas ditos jornalísticos, basta lembrarmos do caso ocorrido recentemente envolvendo a morte da criança Izabela Nardoni, que teria sido atirada da janela do edifício onde morava pelo pai, Alexandre Nardoni com ajuda da madrasta Ana Carolina Jatobá.
A rede globo, principalmente, por ter mais espaço e "poder" de exclusividade (seja lá por quais meios consegue tal posição), fica "martelando", dia após dia, querendo passar uma imagem de real preocupação frente aos fatos. Aliás, a imprensa brasileira conseguiu participar do caso envolvendo Lindemberg e Eloá, de maneira direta, pois no programa da apresentadora de televisão, "Sônia Abraão" o sequestrador concedeu entrevistas AO VIVO. Absurdo do qual jamais havia presenciado. Por que esta rede de televisão (REDE TV) e tantas outras que estavam preocupadas especialmente com IBOPE e audiência, etc...., não foram bloqueadas pela justiça brasileiras? Já sei, seria considerado censura!!!
É lamentável observar até que ponto chegou a liberdade de imprensa. Acredito terem confundido seriamente, liberdade com libertinagem. O que vemos e temos hoje é uma TV ABERTA (exibindo os canais gratuitamente) falida, com programação superficial, repetitiva e sensacionalista ao extremo. A rede globo de televisão, com toda sua "roupagem de bonitinha", certinha é uma das mais poderosas manipuladoras de opiniões, seus jornais não são formadores de opinião, mas sim, manipuladores. Com notícias selecionadas, direcionadas a políticos e outros tantos interesses que compõe a elite social. Pagando-se bem..., vão em frente.
Qual a credibilidade presente na apresentadora de um programa CULINÁRIO, Sra. Ana Maria Braga, para entrevistar pessoas envolvidas em crimes e episódios extremamente complexos da sociedade, conforme mencionados acima? Qual a formação profissional desta funcionária da TV globo para efetuar tal função? O que o telespectador ganha, enquanto qualidade e conhecimento, em ouvir os improvisos e desabafos feitos por Ana Maria Braga em diversos casos policiais? Eu acreditava que esta funcionária teria sido contratada para realizar demonstrações de diferentes receitas, ou seja, assuntos referentes a culinária. Talvez diferentes combinações nacionais e internacionais envolvendo a gastronomia mundial ou então regional. Confessso, gosto muito de culinária, mas vejo de tudo neste programa, exceto culinária. Aliás, segundo fontes, muitas vezes o programa perde tanto seu foco de origem que deixa de apresentar ou citar qualquer assunto relacionado a gastronomia. Que vergonha.
Até quando teremos esta vergonha de imprensa metendo-se em tudo e de todo jeito? Viva a TV Cultura. Pena que as pessoas não assimilaram a qualidade presente neste canal público. É uma pena...
Triste realidade.
Escrito por Cristiano Catarin às 00:01:41
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PRÉ-SAL: O SALVADOR DA PÁTRIA
Agora a educação será realmente encarada com seriedade. Os professores e demais profissionais serão valorizados e participarão, com freqüência, de programas de aperfeiçoamento e atualização. A rede pública de ensino terá condições e capacidade real, em todas as unidades, de encaminhar, cada vez mais, formandos com bom aproveitamento educacional às melhores universidades do país.
Agora a saúde receberá os investimentos necessários que há muito tempo são prometidos por gente descompromissada com a dignidade e com a questão social do Brasil. Haverá atendimento de qualidade e respeito para àqueles que mais precisam, sem terem de enfrentar filas desleais e desorganizadas – costumeiramente geridas por profissionais despreparados – sem desprezo e descaso. E mais. Os médicos contarão com uma consistente estrutura de equipamentos e recursos, propiciando satisfação em trabalhar na rede pública de saúde. Ah, mais uma coisa. Não haverá escassez de medicamentos, especialmente para os tratamentos mais delicados e duradouros.
Os idosos serão tratados com dignidade, respeito, e terão acesso fácil a diversos exames num curto período de tempo. Os tratamentos não serão interrompidos por falta de vergonha de ministros e tantos outros líderes políticos desse Brasil até aqui. Não haverá prejuízos quanto aos desvios corriqueiros de verbas originalmente destinadas para saúde, como os muitos milhões e bilhões de reais arrecadados pela CPMF.
Agora haverá empregos reais, que não serão forjados com objetivo de elaborar belíssimos índices a serem exportados para diplomacias de empréstimos internacionais ao governo federal. Haverá qualificação dos trabalhadores e o país terá o tão almejado crescimento e desenvolvimento sustentável. Não haverá mais razão para existência do trabalho informal, todos terão sua labuta garantida e amparada nas leis de proteção. Lá vem a estabilidade. Cada vez mais pessoas afluirão ao chamado “emprego de carteira assinada”, sem “fachadas”.
Será o fim da degradação irrefletida, irresponsável e gananciosa do meio ambiente. Será também o fim do tráfico de madeiras, do desmatamento criminoso da Amazônia, da ignorância do homem perdido em meio à imundice do falho sistema político de proteção ambiental, das “vistas grossas” dos fiscais públicos, inebriados no submundo da corrupção.
Agora todos terão moradias. Passaremos por pontes, viadutos e ruas outrora isoladas, e não veremos “mendigos e sem tetos”.
Agora o povo terá acesso verídico à cultura. Terá condições de comprar livros, cd´s, e toda sorte de “cultura material” com freqüência. Não ficará em casa, alienado pela falta de recursos e limitado, muitas vezes, a ver telenovelas, ver os mesmos filmes, enfim, assistir a uma programação sem qualidade e diversidade, comprometida com o comodismo, sistematicamente focada na alienação do tele-espectador da chamada “TV aberta”. Mas agora, o cidadão terá acesso ao cinema, ao teatro e ao esporte de qualidade.
Agora não haverá condições de sair pelas ruas, independente do horário e trocar idéias com seu visinho. Haverá segurança de qualidade. O sistema público de segurança será presente. O sistema carcerário também será eficiente, não haverá impunidade gerida pelo judiciário, que não mais contará com um código penal hiper-mega-ultrapassado. Haverá novas diretrizes, novos mecanismos de combater e, acima de tudo, prevenir violência nas ruas desse imenso país. Nossos filhos terão seus compromissos diários e voltarão para casa em paz e segurança. Como será bom morar próximo de uma delegacia, longe de criminosos, longe da existência de um poder paralelo liderado pelo tráfico de drogas. As políticas públicas estarão isentas de interesses próprios, isentas de falcatruas e, nossos celulares terão melhores sinais de comunicação em comparação aos concedidos dentro de penitenciarias espalhadas por todo Brasil.
Agora vai. Chegou o Pré-Sal, jazida de petróleo brasileira com enorme potencial mundial. Para o atual presidente da república, tudo vai melhorar e a dívida, infinita, do governo para com todos os brasileiros será paga. Mas vamos com calma, pois o pré-sal não é um dinheiro imediato nem tampouco um bilhete de loteria. Parabéns sim, para Petrobrás por ter encontrado a maior reserva de petróleo do Brasil em meio a uma crise mundial do produto. É isso!
E-mail: cristiano@historianet.com.br
Escrito por Cristiano Catarin às 13:28:10
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O BRASIL CLAMA POR AJUDA
Há tempos que o país vem sofrendo diversos golpes que acabam abalando sua imagem e estrutura frente ao resto do mundo. Seja no âmbito político, econômico ou social. O Brasil está transpassando os anos com muitas dores geradas por muita incompetência e cercado de aproveitadores da autoridade.
Os fatos ocorrem rapidamente e de maneira cruel a corrupção vem dissolvendo toda e qualquer tentativa de restabelecer a ordem e o caráter nacional. Nos primeiros dias de julho do corrente ano São Paulo foi cenário de um triste episódio envolvendo o ex-prefeito da cidade, Celso Pitta, o empresário/investidor Naji Nahas, dentre outros envolvidos num escândalo de crime financeiro. A operação da polícia federal denominada Satiagraha acabou detendo os acusados no último dia 08.
Daí em diante o que se pode acompanhar foi uma vergonhosa disputa entre o Supremo Tribunal Federal, presidido pelo ministro Gilmar Mendes e o juiz da 6ª Vara Criminal Federal, Fausto De Sanctis. O presidente do STF trabalhou em defesa dos acusados, especialmente do ex-prefeito Celso Pitta e do investidor Naji Nahas, concedendo-lhes a liberdade, enquanto que Sanctis defendia a continuidade de prisão dos mesmos. Promotores e juízes mostraram posição favorável às atitudes tomadas pelo Juiz Fausto, porém, os “espertos” continuam desfrutando da impunidade. É assim, Sanctis terá de ter ainda mais coragem para enfrentar um judiciário ultrapassado, vergonhoso, liderado pela “genética da ditadura brasileira” e, infectados pela corrupção.
A rede globo de televisão, em suas reportagens “escolhidas” e direcionadas a manipulação de massa, exibiu uma serie de reportagens envolvendo um forte esquema de corrupção envolvendo fiscais da prefeitura de São Paulo e camelos ilegais em diferentes regiões de grande circulação da capital como o Brás. Segundo a reportagem e escutas telefônicas gravadas com autorização das autoridades, mais de R$ 600 mil são arrecadados mensalmente e distribuídos entre fiscais e outros “mestres” da corrupção ainda não identificados.
A inflação está mais viva do que nunca, representando fortes altas nos preços, enquanto isso, o presidente brasileiro, Lula, enquanto ocorria a reunião do Mercosul, na qual ele foi “escolhido” para representar como presidente da instituição política, declarava que o povo brasileiro está comendo mais e melhor, segundo o presidente, o trabalhador brasileiro está tendo acesso a uma variedade de alimentos em sua mesa, algo que não ocorria há muitas décadas.
Infelizmente este discurso não cabe a realidade que apresenta uma alta vertiginosa no preço dos alimentos básicos, como trigo, arroz, feijão, frutas, verduras e hortaliças. O que dizer então das carnes...
No Rio de Janeiro e polícia, pessimamente treinada, segundo reportagens do periódico o Globo, continua representando um fiel personagem de guerra. Atirando primeiro e perguntando depois. Bandido, em minha opinião, tem de morrer mesmo, só que muita, muita gente inocente está sendo vítima do precário sistema de segurança pública do Rio. Aí vem o governador lamentar em publico, com frases feitas, do tipo: “nenhuma indenização financeira irá trazer de volta a vida destes, ou daquele, mas os policiais, se confirmada a delação serão punidos com rigor”. Balela, o Rio de Janeiro está sendo governado, há décadas, por traficantes, as autoridades, com o atual modelo, não irão vencer absolutamente nenhuma batalha. Que cidade maravilhosa... o Rio clama por ajuda, por dignidade há décadas, e o que vemos é um governo omisso, e esta omissão permanece, sobretudo, com a parceria frustrada com o governo federal, que, vez por outra, determina a presença do exército brasileiro nos morros cariocas. O PAC, programa de aceleração do crescimento, que mais parece programa de aceleração da corrupção, mostra-se falho em suas primeiras providências, especialmente na “maquiagem” que está sendo feita nas favelas do Rio. Não vou aqui comentar a condição dos sistema publico de saúde do Rio ou de São Paulo, pois o povo, embora insista prestigiar o Lula, bem sabe das condições, ou melhor, bem convive com tais condições.
Tudo isso parece um discurso político, um ataque ao governo. Mas não se trata de atacar esta ou aquela bandeira política, e sim todo sistema. O PSDB, por exemplo, está sendo outro exemplo deplorável de administração, basta ver o que vem ocorrendo, ao longo dos anos, com os profissionais da educação do Estado de São Paulo. A ultima greve decretada em 16 de junho passado foi um grito de socorro que, infelizmente está sendo calado e vencido pela mídia que insiste em desmoralizar o professor, e pelo próprio governo que na verdade, está interessado em continuar formando pessoas passiveis de manipulação fácil. Ou então, excluindo cada vez mais, o acesso de muitas pessoas ao ensino de qualidade, decente. Bolsa família, bolsa escola e tantos outros programas sociais estão sendo muito úteis, mas para compra de votos, especialmente na região nordeste do Brasil. Parabéns a todos os líderes políticos do país. Quando teremos saúde, segurança, emprego, educação......???
Escrito por Cristiano Catarin às 08:06:03
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LÁ VEM A "NOVA CPMF"
CSS - Contribuição Social para a Saúde. Este é o novo imposto que está sendo votado na Câmara e que, provavelmente será aprovado. O presidente Lula continuna dizendo, de maneira infundada, que o fim da CPMF é justificativa consistente para o caos na saúde pública atual. Isto nos faria entender, se tolos fôsse-mos, que com a CPMF vigente a saúde pública funcionava perfeitamente..., inclusive com os constantes escândalos divulgados no Rio de Janeiro com respeito ao sistema de saúde pública em 2007. Balela de presidente incompetente e que jamais deveria ter assumido tal cargo.
O PT foi protagonista das maiores manifestações explícitas de corrupção e contou com a sorte do povo ter, historicamente, uma memória curtíssima, tanto que o índice de aprovação do excelentíssimo continua alto. Isto nao quer dizer que PSDB, PMDB, DEM, etc..., seriam melhores comandantes políticos, agora: o PT deixou mais do que claro que não tem condições morais para dirigir um país, uma nação, mesmo esta sendo facilmente manipulada.
Ele pediu, e o povo está deixando o "homem trabalhar", e veja o que está ocorrendo..., volta da inflação, demissão da ministra do meio ambiente...., escândalos seguidos de Dilma Rousseff (uma ex militante, guerrilheira completamente desprovida de competencia e inteligencia).
O que mais impressiona é que o PT terá milhares de votos nas próximas eleições, inclusive para Marta que provavelmente será candidata a prefeitura de São Paulo. CHEGA.
Escrito por Cristiano Catarin às 15:55:29
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EXPOSIÇÃO IMPERDÍVEL...

Está havendo uma interessante exposição na galeria do Sesi, região central de São Paulo, sobre azulejos porgueses. A exposição denominada: "As Coleções do Museu Nacional do Azulejo de Lisboa" traz pela primeira vez ao Brasil 141 relíquias do Museu Nacional do Azulejo de Lisboa, que poderá ser conferida até o dia 20 de julho de 2008.
O visitante poderá entender melhor a evolução desta arte desenvolvida ha séculos, e também as influências determinada aos porgueses da arte de azulejar de árabes e holandeses.
As peças compreendem um vasto período entre o século XVI até os dias atuais. Entre as relíquias presentes, destaca-se, pelo seu valor histórico-artístico, o painel de azulejo que representa o brasão dos Bragança, casa real de Portugal e do Brasil de 1558.
A coordenação da exposição é de Maria Eduarda Marques e a curadoria de João Pedro Monteiro, do Museu Nacional do Azulejo, de Portugal.
Serviço: Galeria de Arte do Sesi - av. Paulista, 1313 - em frente ao metrô Trianon-Masp. tel.: 00/xx/11/3146-7405. Até 20/7. Ter. a sáb.: 10h às 20h Dom.: 10h às 19h. Grátis.
Escrito por Cristiano Catarin às 15:46:41
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